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Privatização djá! junho 20, 2007

Posted by Carla Castilhos in Energia.
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O sistema inteiro está funcionando, mesmo que parcialmente. Algumas bibliotecas estão com horário reduzido. Abrem meia hora mais tarde. A biblioteca que deveria ser exemplar, em todos os sentidos, é a única a fazer greve total. Nem material pros professores está saindo.

E é sempre assim. A biblioteca da FABICO é a primeira a aderir a uma greve e a última a voltar ao normal. Em eventos, quando deveria estar aberta, fecha.

Sugiro a privatização da Biblioteca da FABICO. Uma terceirização já me deixaria satisfeita.

*esta é uma opinião pessoal, sou a única responsável por ela. meus colegas de blog nada têm com isso*

Fim do Dewey? junho 3, 2007

Posted by Carla Castilhos in Energia.
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Biblioteca do Arizona abre mão da CDD. E de qualquer outro sistema de classificação (?), visando organizar tudo como uma livraria.
Minha opinião a respeito?
Simples: em livrarias os livros são organizados por assunto. CDD e CDU classificam os livros por… assunto! Se a classificação será mais ou menos exaustiva, mais ou menos simples, é problema do bibliotecário. Não creio que arranjar uma biblioteca como uma livraria trará problemas, mas me pergunto: há a necessidade de re-inventar a roda? Há anos sabe-se que essa é uma forma prática de recuperar livros que estão nas estantes, e mais: ela vem pronta, está ali, é só aplicar. Uma biblitoeca contém assuntos diferenciados se comparados com uma livraria, certo? Já imaginaram uma estante de mais vendidos? Auto-ajuda? Francamente…
O bibliotecário terá de repensar o lugar de cada coisa, portanto, trabalho dobrado.

Via: Bibliotecários Sem Fronteiras.

XXII Congresso Brasileiro de Biblio, Documentação e C.I. maio 10, 2007

Posted by Carla Castilhos in Energia.
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Eu sou uma babona por congressos. Tenho vontade de ir a todos. Com o da FEBAB não seria diferente, especialmente após ler o programa.
Como o Seminário que comentei aqui, esse evento será em Brasília. Novamente ficarei a chupar meu dedinho e a ouvir os relatos da Prof. Jussara, que comparecerá como palestrante.

Quem seguiu o link encontrou as informações necessárias, mas repito aqui:

Onde? Brasília
Quando? 8 a 11 de julho de 2007.
Quanto?

Inscrição Individual: Estudantes de graduação:

R$ 147,50 até 20/05/07
R$ 220,00 a partir de 21/05/07

Mais informações no site do evento.

A Biblioteca na linha de fogo março 22, 2007

Posted by The Derbi in Energia, Personalidade.
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A idéia geral é de que o que os bibliotecários procuram é a paz e sossego de uma sala com ar condicionado e um ambiente de trabalho sem pressões ou riscos.

Bem, nem sempre é assim, não ao menos para Saad Eskander, diretor da Biblioteca e Arquivo Nacional do Iraque. Enfrentar problemas como desviar da rota de carros bomba nos trajetos para o trabalho, ficar sob a mira dos fuzis do exército e de rebeldes, orientar a equipe de trabalho sobre como evitar ameaças de morte e lidar com bombas explodindo e com a violência dos grupos extremistas iraquianos são algumas das situações “típicas” do trabalho na biblioteca nacional iraquiana.

Essas histórias estão no diário de Saad Eskander, e constituem um relato comovente da rotina de uma biblioteca nada comum, inserida no contexto mais perigoso da política global atual e de sua relação com a comunidade que atende.

Esse trecho é um “aperitivo” do que pode ser lido no diário, que continua sendo editado regularmente:

| . . . | At 11.00 a.m. I received devastating news. I was informed that Ali Salih was assassinated in front of his younger sister. Ali was a bright young man. I sent him to Florence in Italy to be trained as a web-designer. Upon returning, he and Nadia began to construct and run our official web-site. He was the symbol of the modernization and reform process of the National Library and Archive. I employed him in January 2004, like many other young librarians and archivists. I hoped that the new generation could lead the way. | . . . | Some of my staff approached me, asking me to leave the country as soon as I could. They were very worried about me that I would be killed in vain. I returned to my home very depressed; I hugged my 6 months old son and remembered that Ali left behind him two sons, 6 months old and 3 years old.

Bibliotecas REALMENTE virtuais!!! dezembro 30, 2006

Posted by The Derbi in Energia, Espaço, Personalidade.
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Madrugada, a luz do sol ilumina o prédio de arquitetura clássica à minha frente. É a biblioteca principal. Entro e não há ninguém lá dentro, exceto alguns monitores ligados, oferecendo informação pontual sobre diversos assuntos relacionados com a profissão e uma caixa para inscrição no voluntariado. Eles precisam de bibliotecários de referência e para o processamento técnico, com duas horas diárias disponíveis
Subo ao segundo andar, dou uma folheada no jornal, tomo um cafezinho, leio um capítulo de Alice no país das maravilhas, ouço o discurso de Martim Luther King num audio-book, procuro uma definição num dicionário e a biografia de Orwell numa enciclopédia. Dou uma volta pelo grande jardim, com jogos infantis e adultos.

Chego a uma casa em estilo vitoriano, no interior uma coleção de clássicos da literatura de mistério e horror e quadros de clássicos do cinema de horror. Consulto o catálogo e encontro games online inspirados em obras de Edgar Alan Poe e H. P. Lovecraft.

Me teleporto para Parvenu Tower (uma biblioteca de 9 andares, cada um representando uma área do conhecimento) onde encontro dois bibliotecários residentes. Converso com eles sobre o funcionamento da cidade e sua organização e recebo um guia para todas as biliotecas e projetos, com todos os pontos de teleporte da cidade. Sem mais perguntas, deixo meus novos amigos e, voando, observo do alto os interessantes lugares de Info Island.

Não, não é um filme de ficção científica retrô. Também não é nenhuma tentativa de prever o futuro das bibliotecas.

Info Island é uma ilha comprada e gerenciada por bibliotecários dentro do game online Second Life. Todos os recursos e lugares descritos aqui podem ser acessados através do jogo, bastando instalar o programa e registrar uma conta gratuita. O pessoal que atende os visitantes são na sua maioria bibliotecários voluntários.

A ilha da informação cresce a cada dia, hoje ela é praticamente um arquipélago, composto por sete ilhas com uma infinidade de recursos, eventos e dicas que seria muito extenso descrever aqui.

Conversando com amigos, percebi uma sensação de desconforto e mesmo desconfiança quanto aos objetivos desse projeto ou quanto a qualidade da informação disponibilizada. Acredito que isso aconteça pela visão geral que as pessoas fazem dos games, tidos, não raramente como divertimento inócuo e passivo, incapaz de flertar com o tipo de informação “séria” que temos em bibliotecas. Para essas pessoas recomendo que visitem Info Island, que façam uma experiência, talves seja a hora de mudar alguns conceitos.

O que temos em Info Island é informação real, livros de verdade em formato digital, eventos reais, palestras, conferências, bibliotecários reais. Um serviço de referência excelente, profissionais inovadores e comprometidos com o projeto (afinal são voluntários).

Daria para argumentar que a forma de acesso à essa informação não é prática, que bibliotecas físicas e bases de dados funcionam melhor, recuperam melhor. Realmente, sem sombra de dúvidas, mas certamente não são tão divertidas!!! Info Island não pretende derrubar os meios de acesso a informação tradicionais nem se tornar uma alternativa a eles.

O que se faz lá é explorar as novas possibilidades de comunicação e convivência do novo ambiente. O mérito do projeto é utilizar essas novas linguagens para atingir um novo público, para divertir e dialogar com um novo tipo de usuário, nem tão fisicamente presente quanto o das bibliotecas reais e não tão ausente quanto o dos opacs e Bases de Dados. Um usuário que, embora à distância, participa ativamente da construção do ambiente e expressa suas necessidades com todo o potencial de comunicação que o meio eletrônico pode proporcionar e com toda a carga semântica de gestos que a presença física permite.

Info Island nunca vai fechar bibliotecas reais ou acabar com revistas eletrônicas ou portais. Vai ter limitações que estas não tem e vai atingir um público que estas não alcançam. Vai servir de complemento às instituições tradicionais e proporcionar algumas horas de divertimento e cultura, a quem se interessar.

Seminário de Gestão da Informação Jurídica em Espaços Digitais dezembro 13, 2006

Posted by Carla Castilhos in Energia.
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Sim, sei que será em Brasília. Sim, sei que é notícia velha pra quem acompanha listas de discussão da área. Mas não custa lembrar:

Seminário de Gestão da Informação Jurídica em Espaços Digitais, 1., 12, 13, 14 fev. 2007. Brasília-DF. Disponível em: <http://www.stf.gov.br/sijed/index.htm>. Acesso em: 13 dez. 2006.

Eu considero uma iniciativa bacana. Sei que ainda sou uma bebêtecária, engatinhando por nosso mundinho, mas acho a área jurídica bem interessante e sou muito fanática pelo mundinho digital. Gostaria muito de ir, farei o possível para, mas creio que me contentarei com o anais do evento.

não li ainda novembro 29, 2006

Posted by julia in Matéria, Personalidade.
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hoje acordei muito cedo e, por acaso, assisti um programa que nunca assisto por diversos motivos. estavam lá o tatata pimentel, o túlio milman, o david coimbra e o josé antônio pinheiro machado tomando café.

fato é que me prendi ao programa porque eles falavam de livros, bibliotecas e por aí vai. em dado momento, começaram a contar como organizavam suas próprias bibliotecas, até trazer à discussão o novo livro de alberto manguel, escritor argentino, naturalizado canadense, que até então, por ignorância, eu nunca tinha ouvido falar.

o livro se chama “a biblioteca à noite”, e pelo que ouvi da discussão, trata dele próprio organizando sua biblioteca, num galpão medieval (ou mediOval, como ouvi esses dias, a respeito do casamento de tom cruise…) de uma aldeia francesa. na viagem de organizar a biblioteca e ver ela se formando (diz que o cara é um fetichista; que desde os oito anos vive no meio dos livros), ele começa a relembrar fatos de bibliotecas, bibliotecários, livros… fala da biblioteca de alexandria e a torre de babel até o harry potter, enfim.

comentavam, também, os apresentadores, um fato interessante: sua biblioteca foi classificada por ordem de tamanho. isso mesmo. o exemplar número um era o menor da coleção, e assim por diante. diz que essa coleção foi doada para a biblioteca nacional de londres, onde a classificação não deveria, de forma alguma, ser “reclassificada”.

pareceu interessante. quem ler, faça um comentário melhor, por favor. por enquanto fica a dica.

“Dewey está morto!” novembro 26, 2006

Posted by Bárbara in Personalidade.
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Era o que repetia para a parede uma das professoras titulares do depto. de biblioteconomia e baratos afins (ciência da informação? RÁ RÁ! ) na época em que orientava uma aluna em seu tcc. Ela já estava convencida dessa afirmação, apesar dos milhares de artigos e dos grandes especialistas afirmarem: a folksonomia não irá prejudicar o controle de vocabulário e esquemas de classificação tradicionais. Sim, era essa tal de folksonomia que havia deixado essa titular tão cética quanto fora conservadora. A sua orientanda abordava tão objetiva e certa em sua monografia sobre a grande criação de Vander Wal ( qualquer semelhança com o nome de…) , que para a grande amante dos tesauros e códigos de classificação já não restavam dúvidas: Dewey estava morto.

A banca que julgaria essa monografia era formada pela elite conservadora da biblioteconomia. Nada mais do que uma ficha catalográfica 7,5 X 12,5 poderia sair daquele grupo de respeitáveis senhoras. A Dra. X. estava louca para cuspir seu apontamento de que, na página 34, havia uma citação de mais de quatro linhas que não iniciava em parágrafo próprio.

Finalmente, a hora esperada: a chegada da orientadora. Aquelas sereníssimas donas riam-se por dentro enquanto ela, catatonicamente, sentava em sua cadeira. Era a queda da grande titular!
E a defesa foi espetacular! A titular diminuia sob os olhares da banca e a cada expressão inovadora da quase formanda.
Quando o pesadelo acabou, ela nem esperou os cumprimentos de suas queridas colegas. Pegou seu carro e sumiu-se Ipiranga a fora. Nunca mais foi vista.

Depois de meses, na rádio corredor ouviu-se murmúrios de que ela estaria no Acre, escrevendo em um blog de biblioteconomia reacionário e queimando sutiãs.

Fim

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biblio quê? novembro 23, 2006

Posted by julia in Personalidade.
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um exemplo simples de como a vida pós-faculdade de biblioteconomia é mais fácil:

nunca mais me perguntaram “biblio quê?”

tudo fica mais fácil com “bibliotecária”, simplesmente.

Uma biblioteca pub ou um pub biblioteca? novembro 23, 2006

Posted by The Derbi in Energia, Personalidade.
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Imagine beber cerveja barata, ouvindo rock: the ramones, the replacements, the buzzcocks, weezer, the pixies, liz phair, the clash, the rolling stones, the breeders, the stooges, david bowie, me first and the gimme gimmes, my bloody valentine, kraftwerk, adam ant, the cure, less than jake, motorhead, the smiths, the hives, oasis, soundgarden, nirvana, queens of the stone age, the misfits, serge gainsbourg and MUCH more on our award winning jukebox!! (segundo o MySpace do bar), jogando pinball, assistindo à filmes “b”, lendo livros (?) e sendo servido por bibliotecárias lindíssimas com pouca roupa (!!!???).

Library BarEm New York isso é possível!! Trata-se do Library Bar, um pub na avenida A, East Village, em Manhatan. Cotado pela imprensa como um dos melhores ambientes da Big Apple!

bibliotecáriasBem, você pode pensar que as supostas “bibliotecárias” são apenas garçonetes sensuais explorando um dos maiores clichês da fantasia erótica (provavelmente sim). Eu gostaria de deixar então uma outra polêmica para os puritanos de plantão:

O Library Bar é conhecido pelo ótimo atendimento e por todos os fregueses sairem satisfeitos. Os serviços prestados são de excelente qualidade. Será que temos esses atributos todos em nossas bibliotecas? (não estou me referindo às garçonetes!!)

Já tenho um lugar certo pra ir quando estiver em NYC!!!

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Descobri o Library Bar lendo O Bibliotecário Anarquista, blog luso muito interessante, pelo posicionamento político, pelo teor informativo e pelo interesse especial por hitória em quadrinhos (que eles chamam por lá de “banda desenhada”).

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