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Caçadores de livros agosto 30, 2007

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isbn.jpgBookhunter, é uma HQ criada por Jason Shiga. Conta a história de um grupo de detetives (aka. Library Police) que investiga o roubo de livros raros da Oakland Public Library, ocorrido em 1973. A história, baseada em um caso real, mergulha no universo das bibliotecas numa complexa trama de investigação e suspense. Pode ser lida online.

Jason Shiga costuma criar histórias interativas, utilizando os recursos digitais para expandir as possibilidades narrativas dos quadrinhos, vale a pena conferir!

Para que servem as bibliotecas agosto 27, 2007

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Da tirinha On a Claire Day.

Let’s Rock the Library!!! agosto 17, 2007

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high-strung-atras-da-estante.jpgO High Strung é um power trio de Detroit. Fazem um som que lembra um pouco Flaming Lips e Guided by Voices, com uma pegada Beatle inconfundível, o vocal parece um Placebo feliz (se é que isso é possível). Segundo os integrantes, eles começaram a tocar com influências de The Zombies, Brian Eno e Ramones.

O High Strung está há cinco anos na estrada (literalmente, eles moram em um ônibus de turnê), tem 3 discos lançados e faz aproximadamente 300 (!!!) shows por ano, boa parte deles em bibliotecas.

high-strung-livros-refletidos.jpg

Sim, eles tocam em bibliotecas! para crianças, adolescentes, estudantes, bibliotecários e quem mais estiver por ali na hora.

Estão em turnê de um ano pelas bibliotecas públicas dos Estados Unidos e por onde passam recebem convites para retornar.

Em agosto de 2005, participaram de um episódio do programa This American Life, intitulado “Dewey Decibel Sistem” contando a história da banda que tocava em bibliotecas públicas.

high-strung-criancas.jpgEm uma entrevista, Chad Stocker (o baixista), respondendo uma pergunta sobre tocar em bibliotecas, disse:

“We play a full-on rock and roll show (we don’t do nearly as much swearing or drinking though) for them (the kids) AT the Library. Our songs. THEN, we write a song with them at the end of our set. It turned out really cool. It’s a chance for us to play in front of young people, and a chance for someone in Groton, Mass., or Viroqua, Wisc., or Brookings, S.D., to see a touring rock band. Most of all, it’s an attempt to get young people to think of the library as a cool place to go, to experience interesting things at.”

No Final do show eles ainda compõem uma música com o público!!

Talvez não agrade a todos os ouvidos (aos meus fez muito bem!!), ainda assim merecem todos os aplausos.

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do Post secret agosto 9, 2007

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Bibliophile

Dica da Lilly (Nova editora do blog!! :))

Fonte: PostSecret

A visão dos simpsons sobre as bibliotecas junho 30, 2007

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A Biblioteca na linha de fogo março 22, 2007

Posted by The Derbi in Energia, Personalidade.
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A idéia geral é de que o que os bibliotecários procuram é a paz e sossego de uma sala com ar condicionado e um ambiente de trabalho sem pressões ou riscos.

Bem, nem sempre é assim, não ao menos para Saad Eskander, diretor da Biblioteca e Arquivo Nacional do Iraque. Enfrentar problemas como desviar da rota de carros bomba nos trajetos para o trabalho, ficar sob a mira dos fuzis do exército e de rebeldes, orientar a equipe de trabalho sobre como evitar ameaças de morte e lidar com bombas explodindo e com a violência dos grupos extremistas iraquianos são algumas das situações “típicas” do trabalho na biblioteca nacional iraquiana.

Essas histórias estão no diário de Saad Eskander, e constituem um relato comovente da rotina de uma biblioteca nada comum, inserida no contexto mais perigoso da política global atual e de sua relação com a comunidade que atende.

Esse trecho é um “aperitivo” do que pode ser lido no diário, que continua sendo editado regularmente:

| . . . | At 11.00 a.m. I received devastating news. I was informed that Ali Salih was assassinated in front of his younger sister. Ali was a bright young man. I sent him to Florence in Italy to be trained as a web-designer. Upon returning, he and Nadia began to construct and run our official web-site. He was the symbol of the modernization and reform process of the National Library and Archive. I employed him in January 2004, like many other young librarians and archivists. I hoped that the new generation could lead the way. | . . . | Some of my staff approached me, asking me to leave the country as soon as I could. They were very worried about me that I would be killed in vain. I returned to my home very depressed; I hugged my 6 months old son and remembered that Ali left behind him two sons, 6 months old and 3 years old.

Bibliotecas REALMENTE virtuais!!! dezembro 30, 2006

Posted by The Derbi in Energia, Espaço, Personalidade.
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Madrugada, a luz do sol ilumina o prédio de arquitetura clássica à minha frente. É a biblioteca principal. Entro e não há ninguém lá dentro, exceto alguns monitores ligados, oferecendo informação pontual sobre diversos assuntos relacionados com a profissão e uma caixa para inscrição no voluntariado. Eles precisam de bibliotecários de referência e para o processamento técnico, com duas horas diárias disponíveis
Subo ao segundo andar, dou uma folheada no jornal, tomo um cafezinho, leio um capítulo de Alice no país das maravilhas, ouço o discurso de Martim Luther King num audio-book, procuro uma definição num dicionário e a biografia de Orwell numa enciclopédia. Dou uma volta pelo grande jardim, com jogos infantis e adultos.

Chego a uma casa em estilo vitoriano, no interior uma coleção de clássicos da literatura de mistério e horror e quadros de clássicos do cinema de horror. Consulto o catálogo e encontro games online inspirados em obras de Edgar Alan Poe e H. P. Lovecraft.

Me teleporto para Parvenu Tower (uma biblioteca de 9 andares, cada um representando uma área do conhecimento) onde encontro dois bibliotecários residentes. Converso com eles sobre o funcionamento da cidade e sua organização e recebo um guia para todas as biliotecas e projetos, com todos os pontos de teleporte da cidade. Sem mais perguntas, deixo meus novos amigos e, voando, observo do alto os interessantes lugares de Info Island.

Não, não é um filme de ficção científica retrô. Também não é nenhuma tentativa de prever o futuro das bibliotecas.

Info Island é uma ilha comprada e gerenciada por bibliotecários dentro do game online Second Life. Todos os recursos e lugares descritos aqui podem ser acessados através do jogo, bastando instalar o programa e registrar uma conta gratuita. O pessoal que atende os visitantes são na sua maioria bibliotecários voluntários.

A ilha da informação cresce a cada dia, hoje ela é praticamente um arquipélago, composto por sete ilhas com uma infinidade de recursos, eventos e dicas que seria muito extenso descrever aqui.

Conversando com amigos, percebi uma sensação de desconforto e mesmo desconfiança quanto aos objetivos desse projeto ou quanto a qualidade da informação disponibilizada. Acredito que isso aconteça pela visão geral que as pessoas fazem dos games, tidos, não raramente como divertimento inócuo e passivo, incapaz de flertar com o tipo de informação “séria” que temos em bibliotecas. Para essas pessoas recomendo que visitem Info Island, que façam uma experiência, talves seja a hora de mudar alguns conceitos.

O que temos em Info Island é informação real, livros de verdade em formato digital, eventos reais, palestras, conferências, bibliotecários reais. Um serviço de referência excelente, profissionais inovadores e comprometidos com o projeto (afinal são voluntários).

Daria para argumentar que a forma de acesso à essa informação não é prática, que bibliotecas físicas e bases de dados funcionam melhor, recuperam melhor. Realmente, sem sombra de dúvidas, mas certamente não são tão divertidas!!! Info Island não pretende derrubar os meios de acesso a informação tradicionais nem se tornar uma alternativa a eles.

O que se faz lá é explorar as novas possibilidades de comunicação e convivência do novo ambiente. O mérito do projeto é utilizar essas novas linguagens para atingir um novo público, para divertir e dialogar com um novo tipo de usuário, nem tão fisicamente presente quanto o das bibliotecas reais e não tão ausente quanto o dos opacs e Bases de Dados. Um usuário que, embora à distância, participa ativamente da construção do ambiente e expressa suas necessidades com todo o potencial de comunicação que o meio eletrônico pode proporcionar e com toda a carga semântica de gestos que a presença física permite.

Info Island nunca vai fechar bibliotecas reais ou acabar com revistas eletrônicas ou portais. Vai ter limitações que estas não tem e vai atingir um público que estas não alcançam. Vai servir de complemento às instituições tradicionais e proporcionar algumas horas de divertimento e cultura, a quem se interessar.

não li ainda novembro 29, 2006

Posted by julia in Matéria, Personalidade.
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hoje acordei muito cedo e, por acaso, assisti um programa que nunca assisto por diversos motivos. estavam lá o tatata pimentel, o túlio milman, o david coimbra e o josé antônio pinheiro machado tomando café.

fato é que me prendi ao programa porque eles falavam de livros, bibliotecas e por aí vai. em dado momento, começaram a contar como organizavam suas próprias bibliotecas, até trazer à discussão o novo livro de alberto manguel, escritor argentino, naturalizado canadense, que até então, por ignorância, eu nunca tinha ouvido falar.

o livro se chama “a biblioteca à noite”, e pelo que ouvi da discussão, trata dele próprio organizando sua biblioteca, num galpão medieval (ou mediOval, como ouvi esses dias, a respeito do casamento de tom cruise…) de uma aldeia francesa. na viagem de organizar a biblioteca e ver ela se formando (diz que o cara é um fetichista; que desde os oito anos vive no meio dos livros), ele começa a relembrar fatos de bibliotecas, bibliotecários, livros… fala da biblioteca de alexandria e a torre de babel até o harry potter, enfim.

comentavam, também, os apresentadores, um fato interessante: sua biblioteca foi classificada por ordem de tamanho. isso mesmo. o exemplar número um era o menor da coleção, e assim por diante. diz que essa coleção foi doada para a biblioteca nacional de londres, onde a classificação não deveria, de forma alguma, ser “reclassificada”.

pareceu interessante. quem ler, faça um comentário melhor, por favor. por enquanto fica a dica.

“Dewey está morto!” novembro 26, 2006

Posted by Bárbara in Personalidade.
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Era o que repetia para a parede uma das professoras titulares do depto. de biblioteconomia e baratos afins (ciência da informação? RÁ RÁ! ) na época em que orientava uma aluna em seu tcc. Ela já estava convencida dessa afirmação, apesar dos milhares de artigos e dos grandes especialistas afirmarem: a folksonomia não irá prejudicar o controle de vocabulário e esquemas de classificação tradicionais. Sim, era essa tal de folksonomia que havia deixado essa titular tão cética quanto fora conservadora. A sua orientanda abordava tão objetiva e certa em sua monografia sobre a grande criação de Vander Wal ( qualquer semelhança com o nome de…) , que para a grande amante dos tesauros e códigos de classificação já não restavam dúvidas: Dewey estava morto.

A banca que julgaria essa monografia era formada pela elite conservadora da biblioteconomia. Nada mais do que uma ficha catalográfica 7,5 X 12,5 poderia sair daquele grupo de respeitáveis senhoras. A Dra. X. estava louca para cuspir seu apontamento de que, na página 34, havia uma citação de mais de quatro linhas que não iniciava em parágrafo próprio.

Finalmente, a hora esperada: a chegada da orientadora. Aquelas sereníssimas donas riam-se por dentro enquanto ela, catatonicamente, sentava em sua cadeira. Era a queda da grande titular!
E a defesa foi espetacular! A titular diminuia sob os olhares da banca e a cada expressão inovadora da quase formanda.
Quando o pesadelo acabou, ela nem esperou os cumprimentos de suas queridas colegas. Pegou seu carro e sumiu-se Ipiranga a fora. Nunca mais foi vista.

Depois de meses, na rádio corredor ouviu-se murmúrios de que ela estaria no Acre, escrevendo em um blog de biblioteconomia reacionário e queimando sutiãs.

Fim

***

biblio quê? novembro 23, 2006

Posted by julia in Personalidade.
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um exemplo simples de como a vida pós-faculdade de biblioteconomia é mais fácil:

nunca mais me perguntaram “biblio quê?”

tudo fica mais fácil com “bibliotecária”, simplesmente.