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Babel mesmo é o Google Wave dezembro 17, 2009

Posted by Carla Castilhos in Matéria.
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Só eu, uma das futuras bibliotecárias mais mal-humoradas de que se tem notícia, estou achando o Google Wave uma verdadeira Babel? Muitos falam e poucos interagem?

Sinceramente, eu tinha a expectativa de que as pessoas o usariam para projetos, não para conversações genéricas, com uns gritando hoje e outros respondendo em três semanas.

Entretanto, trago a discussão pra este blog jogado às traças, mas que tem seu valor: o que vocês acharam do Wave, afinal?

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A CDU é inútil outubro 26, 2007

Posted by Carla Castilhos in Matéria.
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Recebi e-mail de amigo muy chegado, que não freqüenta bibliotecas e, como todos os usuários delas, não tem a obrigação de saber pra que raios os números na lombada servem.

me explica uma coisa: se o sistema tá dizendo q os exemplares do livro estão na estante dezessete, o que eles fazem na 1?

p q é q, após olhar cada livrinho próximo à localização do q procurávamos, o Vinícius foi perguntar pro funcionário da biblioteca circulante, e ele respondeu: “tá lá sim, procura direito”. E, note, foi informado de q estávamos procurando na 17. Depois finalmente disse q estava na 1.

o q faziam na 1 os cinco exemplares, se na etiqueta (chama-se etiqueta?) estava lá marcado 17?

bibliotecário é gente q merece tapas na orelha mesmo…

Não tem um maldito bibliotecário pra colocar sinalização nas estantes? A CDU não serve de nada quando os usuários a associam simplesmente aos números das estantes!

Edit: ah, sim, o fato não se deu em qualquer birosca. Aconteceu na Biblioteca Circulante da Faculdade do Largo do São Francisco (Direito – USP).

não li ainda novembro 29, 2006

Posted by julia in Matéria, Personalidade.
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hoje acordei muito cedo e, por acaso, assisti um programa que nunca assisto por diversos motivos. estavam lá o tatata pimentel, o túlio milman, o david coimbra e o josé antônio pinheiro machado tomando café.

fato é que me prendi ao programa porque eles falavam de livros, bibliotecas e por aí vai. em dado momento, começaram a contar como organizavam suas próprias bibliotecas, até trazer à discussão o novo livro de alberto manguel, escritor argentino, naturalizado canadense, que até então, por ignorância, eu nunca tinha ouvido falar.

o livro se chama “a biblioteca à noite”, e pelo que ouvi da discussão, trata dele próprio organizando sua biblioteca, num galpão medieval (ou mediOval, como ouvi esses dias, a respeito do casamento de tom cruise…) de uma aldeia francesa. na viagem de organizar a biblioteca e ver ela se formando (diz que o cara é um fetichista; que desde os oito anos vive no meio dos livros), ele começa a relembrar fatos de bibliotecas, bibliotecários, livros… fala da biblioteca de alexandria e a torre de babel até o harry potter, enfim.

comentavam, também, os apresentadores, um fato interessante: sua biblioteca foi classificada por ordem de tamanho. isso mesmo. o exemplar número um era o menor da coleção, e assim por diante. diz que essa coleção foi doada para a biblioteca nacional de londres, onde a classificação não deveria, de forma alguma, ser “reclassificada”.

pareceu interessante. quem ler, faça um comentário melhor, por favor. por enquanto fica a dica.

A volta do blog de Babel! novembro 22, 2006

Posted by The Derbi in Energia, Espaço, Matéria, Personalidade, Tempo.
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Após exatamente 1 ano e 19 dias sem atualizações, Biblioteconomia de Babel poderia se considerar um blog morto e realmente estava. Entretanto misteriosamente um bibliotecário de Babel bateu lá na porta de casa esses dias e, magro como espantalho, com um olhar cadavérico e fixo, tirando o pó da roupa, me disse:

Vamos lá, me dê uma CDU, um AACR2 e um cafezinho e vamos recomeçar o trabalho! Ah! e chame aquela menina de óculos para ajudar .

Traga também uma pá.

Assustado e surpreendido pela soturna figura, não tive como argumentar. Fui com ele e ressuscitamos a Biblioteconomia de Babel!

Agora no wordpress. Com posts organizados numa adaptação das categorias fundamentais de Ranganathan!

Contando também com mais uma colaboradora: a ilustre Carla Castilhos, also known as Puny! Ela passou por nossa rigorosíssima avaliação por pares e foi convidada pelo excelente trabalho que faz no blog dela.

Bem estamos de térmicas cheias e sem sono, vamos tirar o pó do AACR2!!!

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O poder das maiorias – Convenção de wikipedistas agosto 8, 2005

Posted by The Derbi in Energia, Matéria.
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Cada vez mais a opinião individual das pessoas vai influenciar decisões políticas, econômicas, sociais e culturais. A nova coletividade, proporcionada pela facilidade da internet em formar grupos de interesses, não mais implica a perda da individualidade e a subordinação, como ocorre com as massas populacionais. É o somatório de decisões individuais e não uma orientação hierárquica que define o que é vendido e os preços no site de comércio eletrônico eBay ou os verbetes da wikipédia, por exemplo. As massas reduzem a inteligência do indivíduo, mas a maioria é mais inteligente que cada um dos indivíduos isoladamente, exatamente por aproveitar cada inteligência individual. É o que pensa Peter Wippermann, um dos fundadores do Trendbüro, consultoria com sede em Hamburgo que pesquisa mudanças sociais. Para Wippermann essa é uma tendência atual que irá se desenvolver junto com a internet e futuramente influir decisivamente nos campos político e econômico. [Via Deutsche Welle]

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Foi realizada em Frankfurt de 4 a 8 de agosto a 1ª Conferência Internacional da Wikipédia, que recebeu o título de Wikimania, e teve na pauta propostas para levar os projetos da Wikimedia aos países pobres da África

Uma proposta polêmica é utilizar anuncios publicitários nas páginas da Wikipédia. Isso vai contra os princípios do projeto, mas segundo “Jimbo” Walles, idealizador do projeto, Isso possibilitaria à Wikipédia cumprir também tarefas beneficentes, “por exemplo, disponibilizar livros didáticos para a África”.

Novos números para História em Quadrinhos julho 2, 2005

Posted by The Derbi in Matéria.
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A OCLC está discutindo a possibilidade de criar subdivisões na CDD para o 741.5 para a classificação de histórias em quadrinhos. O problema todo é com as graphic novels, que já são classificadas no 741.5, mas geram alguma discussão.

A proposta é tratar cartoons, caricaturas, quadrinhos seriados e graphic novels da mesma maneira, tornar clara a subordinação para evitar confusões e desenvolver o número base subdividindo-o em categorias. Uma das formas de arranjo proposta é organizar as HQs pelo país do(s) autor(es), o que aproximaria as hqs do tratamento que é dado para a Literatura na classe 800, sem permitir, contudo, que se afaste das artes (700). Outra proposta que também se aproxima da literatura é a possibilidade de usar a tabela 3C para adição de gêneros e temas.

Mais informações aqui.

Se quiser participar da discussão você deve acessar e comentar o novíssimo 025.431: Dewey Weblog (025.431 é o número da CDD para… a própria CDD!).

Aproveitando que o papo é quadrinhos, se puder visite o Comic books for young adults. É um guia para bibliotecários sobre o universo da arte seqüencial.

Os blogs e os Bibliotecários julho 2, 2005

Posted by The Derbi in Matéria, Personalidade.
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Faz um bom tempo que eu quero escrever alguma coisa sobre o uso de blogs por bibliotecários, mas não encontro uma brecha nessa conturbada vida de estudante auto-sustentável. Mas um cara encontrou esse tempinho e produziu um artigo excelente, abordando as várias possibilidades de uso dessa tecnologia. O nome dele é Moreno Barros, graduando de biblioteconomia pela UFF e um dos colaboradores do excelente Bibliotecários Sem Fronteiras. O artigo pode ser lido aqui e aqui está o resumo:

Os blogs estão transformando-se nos instrumentos mais rápidos de difusão de informações e idéias existentes hoje na Web. Esse trabalho tem a intenção de explicar o que são blogs e como eles têm influenciado a vida e o trabalho de bibliotecários. Discute-se também o uso de blogs em bibliotecas e especificamente o potencial do serviço de referência digital através dos blogs.

Pegando o gancho, essa base onde está indexado o artigo, o Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação, merece atenção especial, está no começo e já vem demonstrando uma qualidade surpreendente. E além disso publica sob creative commons.

Wikitecas: possíveis usos para uma tecnologia revolucionária. junho 15, 2005

Posted by The Derbi in Energia, Matéria.
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Que tal uma biblioteca onde os usuários escrevem as obras que compõem o acervo? Você percorre as estantes e em cada livro, periódico e obra de referência está lá o seu nome como co-autor. Naquele livro sobre o bibliotecário na sociedade da informação tem um capítulo de sua autoria, no livro de culinária tem uma receita de bolo que a sua mãe inventou, a definição do termo “Biblioteca” naquele dicionário é contribuição sua.

Soa estranho? Pois pode ser menos estranho do que parece!

Se na realidade material das bibliotecas as dificuldades editoriais dificultam a manifestação coletiva de autoria, na realidade dinâmica da internet esses obstáculos simplesmente não existem. Muito pelo contrário, em oposição à grande dificuldade colaborativa do plano cartesiano, a estrutura fractal da web tem seguido uma clara tendência à colaboração.

Isso pode ser notado no desenvolvimento da blogosfera. Desde que surgiram os blogs a comunicação no mundo digital foi drasticamente alterada. De diários virtuais de adolescentes, eles passaram a ser considerados uma mídia independente e muitos são editados por jornalistas, cientistas, escritores, advogados, bibliotecários* e outros profissionais, muitas vezes em equipes. Em geral são blogs informativos, de opinião ou filtro e vem desempenhando o importante papel de observatório da imprensa e de divulgação de idéias e assuntos pouco abordados na mídia mainstream.

Muitos pesquisadores utilizam blogs para comunicar suas idéias. O que, numa comparação com a linguagem acadêmica, pode ser considerado a literatura cinzenta do universo virtual. Também tornou-se comum uso de blogs na comunicação institucional. Empresas de software utlizam blogs para divulgação das atualizações de seus produtos (esse tipo de blog tem sido muito usado como fonte de informação para a imprensa) e mesmo os diários virtuais de adolescente se desenvolveram e hoje em dia existe uma imensa rede de blogs literários que em alguns casos acabam publicados como livros.

Essas comunidades seguem naturalmente padrões de colaboração: a maioria dos blogs tem links para comentários, onde qualquer internauta pode registrar sua opinião, que fica visível aos visitantes do blog; As seções de links externos em geral conectam outros blogs sobre o mesmo assunto, criando assim categorizações naturais e comunidades, as blogosferas.

Mas os blogs não são a única estrutura de colaboração na web. Um novo conceito vem ganhando cada vez mais destaque por sua capacidade colaborativa, os wikis.

Os wikis elevaram a possibilidade de colaboração na internet, da forma passiva, adotada pelos blogs, para a forma ativa. Com eles é possivel não somente criar e editar páginas, mas também editar páginas criadas por outras pessoas, alterando diretamente o texto e discutindo as alterações. O principal wiki em atividade é a Wikipédia, uma enciclopédia virtual criada e atualizada pelos próprios usuários. A wikipédia já é a enciclopédia mais extensa da atualidade, com verbetes em mais de 80 idiomas.

No entanto, são justamente os fatores que os distinguem das outras iniciativas de colaboração que geram as principais críticas a seu respeito. Os wikis diluiram o sentido da autoria. Seu conteúdo é inteiramente coletivo e muitas vezes anônimo. Isso acaba comprometendo sua confiabilidade como fonte de informação.

A discussão sobre a validade da wikipédia como fonte de informação é prolífica e apresenta pontos de vistas muito interessantes sobre as tendências da web. Eu gostaria de destacar dois artigos sobre esse assunto, publicados em blogs de bibliotecários norte-americanos e que representam bem as duas principais linhas de argumentação envolvidas nessa discussão. O Free Range Librarian, de Karen Schneider e a resposta de Luke Rosenberger no Librarian By Request (lbr).

Enquanto um toma por base a falta de confiabilidade da Wikipédia para não recomendar o seu uso como fonte de informação para pesquisa, o outro ressalta as possibilidades de seu uso para a educação dos usuários e o desenvolvimento de habilidades críticas, que progressivamente tornarão seu conteúdo mais confiável.

Dentro dessas perspectivas, os wikis vem se desenvolvendo rapidamente e já são usados internamente por empresas para formar bases de dados de sua documentação e fomentar a discussão dos processos. Outro uso interessante para os wikis é a documentação das impressões coletivas sobre eventos, como na experiência de Meredith Farkas com o wiki que desenvolveu para documentar a conferência anual da American Library Association (ALA).

As possibilidades de uso para os wikis são tão abrangentes quanta a sua dinâmica de atualização. Acredito que possamos fazer bom proveito desse conceito revolucionário, tanto para instigar a necessidade de critérios para a avaliação de fontes de informação, quanto para gerar boas discussões, expressar opiniões, e desenvolver a qualidade da colaboração na web.

E talvez algum dia seja possível ver nossos nomes estampados nas lombadas dos livros de uma biblioteca, mesmo que virtual.

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*Mais tarde eu escrevo mais sobre blogs de bibliotecários

O fim de Babel??? junho 2, 2005

Posted by The Derbi in Energia, Matéria.
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Dias antes deste blog ser publicado o Google promete acabar de vez com a Babel mundial. Ao menos é o que diz o blog Google Blogoscoped, que vem acompanhando os passos do gigante na rede. O projeto, que vem sendo chamado de Google Machine Translation Systems, tem uma meta ambiciosa: acabar com todos os problemas da tradução mecânica na Web!!

O sistema foi divulgado numa recente tour virtual pelo Google Factory, e apresentou resultados impressionantes, como em uma frase que traduzida do árabe para o inglês pelos softwares atuais ficou assim: “Alpine white new presence tape registered for coffee confirms Laden” e no novo sistema saiu: “The White House Confirmed the Existence of a New Bin Laden Tape”.

O software é capaz de reconhecer estruturas gramaticais, figuras de linguagem e gírias em qualquer língua conhecida, e com um grau de automação que permitiu que programadores traduzissem documentos em mandarim sem conhecer essa língua. O software compara e “aprende” com traduções humanas. O Google utilizou documentos das nações unidas para treinar sua máquina, num total de 200 bilhões de palavras. Basta fornecer um documento e sua tradução e dizer ao sistema “este está no idioma A e este no idioma B” que ele identifica as palavras e sua tradução e cria seu banco de dados.

As possíveis aplicações do novo conceito são tão modestas quanto o próprio projeto: mudar a experiência de navegação na web. O uso mais óbvio é o que já vem sendo oferecido na tradução das paginas listadas nos resultado das buscas. O blogoscoped sugere que o novo sistema poderia ser integrado aos browsers, por meio de um plugin, para que qualquer página seja carregada no idioma do internauta ou ainda que o google pode desenvolver um browser próprio que contenha esta função. Nesta perspectiva, o internauta só saberia qual o idioma em que foi escrito o site em que está navegando por intermédio de um ícone ou do endereço do site.

As implicações sociais dessa nova tecnologia podem ser tão profundas quanto as previstas para o Google Print. Se o novo serviço for realmente capaz de traduzir de modo satisfatório, qualquer texto em qualquer idioma, teremos uma poderosa ferramenta na integração dos povos e das culturas, com a possibilidade de que as vozes que agora são caladas por essas barreiras se façam ouvir ou teremos uma igualmente poderosa arma de manipulação e dominação cultural?

Acredito que as duas coisas possam ocorrer, tanto a manipulação, quanto a integração. Mas vale notar que as possibilidades de integração são muito maiores. Leitores de língua inglesa raramente poderiam receber informações de uma fonte árabe ou coreana. Com essa possibilidade, torna-se desnecessário o intermédio da imprensa, que, na maioria das vezes, não é somente informativo, mas, sobretudo, interpretativo. Sem atravessadores no processo da informação, cada um pode tirar suas próprias conclusões, diminuindo o potencial de manipulação da opinião pública em questões como a situação política do oriente médio. Isso sem falar no universo de omissões e supressões julgadas pouco importantes.

Ainda é muito cedo para prever todas as conseqüências desta inovação, mas, seja como for, teremos mudanças drásticas pela frente, e é melhor estarmos preparados. O fim de Babel está um passo mais próximo.

Biblioteconomia Visceral maio 31, 2005

Posted by The Derbi in Energia, Espaço, Matéria, Personalidade, Tempo.
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Biblioteconomia de Babel pretende ser um espaço para reflexão sobre a formação e atuação de bibliotecários no Brasil e no mundo, os dilemas, os desafios, os problemas e as iniciativas para o desenvolvimento da profissão.

Mais do que isso, pretende promover a discussão de todo e qualquer tema relacionado à informação e ao tratamento que ela recebe, tanto dos profissionais da área quanto da sociedade que consome e gera informação.

O título é inspirado no conto “Biblioteca de Babel“, de Jorge Luis Borges, que foi talvez o maior escritor latino-americano e também bibliotecário. No conto, uma biblioteca infinita, contendo livros com todas as combinações possíveis de letras de todos os alfabetos existentes era o úniverso e seus mistérios provocavam a imaginação e a confusão dos bibliotecários que o habitavam. Este blog é a nossa válvula de escape, nosso manifesto sobre a babel que se tornou a biblioteconomia atual, nossa opinião expressa (à favor ou contra, isto não interessa) sobre o estado das coisas.

Biblioteconomia de Babel é carregado com todas as possibilidades semânticas deste título. Desde o fascínio com acelerada expansão das possibilidades e importância da informação na sociedade, até a ironia quanto a desorganização e falta de comunicação nos cursos de biblioteconomia e entre os profissionais da área.

É feito por estudantes, professores e formados do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que não querem ficar isentos à essas discussões e que não querem se restringir ao academicismo da retórica universitária ou à inépcia da prática técnica pura.